Ao longo dos últimos 18 meses, o setor de comércio eletrônico registrou um grande crescimento, e apesar das difíceis condições das lojas de rua, as vendas online continuam em alta. Segundo previsões na pesquisa da Forrester, o varejo online em 17 dos maiores mercados da União Europeia, no oeste da Europa, irá atingir €114 bilhões até 2014 e que 190 milhões de europeus farão compras pela internet até 2014 (o que representa uma alta em relação aos atuais 141 milhões).

O combustível deste crescente mercado é a penetração mundial da banda larga, as experiências de compra online cada vez mais sofisticadas e a enorme popularidade dos smartphones e outros dispositivos conectados à web.

Para os comerciantes locais e internacionais, dispositivos de web e smartphones transformaram os negócios de comunicação, criando um canal 24/7 para os consumidores ao redor do mundo e abastecendo-o com informações sobre padrões de compras. Os consumidores de hoje se envolvem com uma ampla variedade de canais antes de decidir o que comprar e onde fazê-lo. Estudo recente da Shop.org, juntamente com a Score e a Social Shopping Labs ressaltou essa tendência mostrando que 47% dos consumidores conferem seus celulares para análises de produtos, enquanto compram em lojas de argamassa e tijolos.

O limite entre o mundo online e offline continua desfocado e as margens internacionais de varejo tornam-se menos definidas. Neste novo ambiente de compras, podemos registrar quatro principais tendências que comerciantes internacionais devem prestar muita atenção:

Comunidades comerciais sem fronteiras
Uma pesquisa da Rakuten no final de 2011 revelou o interesse internacional de multinacionais e mercados estrangeiros em realizar compras online. Resultados mostram que o Brasil liderou as despesas em compras online, registrando 81% de consumidores interessados em consumir em diferentes mercados eletrônicos, seguido pela Indonésia (77%), Tailândia (74%), China (69%) e Espanha (66%).

Para a comunidade de marketing internacional, há uma grande oportunidade de impulsionar o crescimento em novos mercados. Modelos de marketing e mercados online oferecem aos comerciantes a chance de atingir uma audiência global de compras. Em 2012, os modelos de mercado internacional irão proporcionar aos vendedores do mundo todo a oportunidade de expandir suas operações internacionalmente, sem o custo elevado tradicionalmente associado ao estabelecimento de modelos de entrega local e negócios em novos mercados e instalações de armazenamento.

Vendedores poderão se envolver em comunidades de compras internacionais e se dedicar aos recursos com base na demanda real do mundo. Isso irá abrir oportunidades em mercados em expansão como China, Índia e Brasil.

Tornar as compras mais portáteis
Em 2011, a web permitiu que dispositivos móveis transformassem o e-commerce, abrindo um canal mais imediato ao consumidor, como nunca havia sido antes, e criando novas formas inovadoras de envolvê-lo, por meio de códigos QR para ofertas baseadas em localização. No entanto, atualmente, enquanto a navegação em dispositivos móveis é forte, a conversão das vendas está ficando para trás.

Nos próximos 18 meses, esperamos registrar uma onda de inovações do mercado de pagamentos móveis, o que irá aumentar a confiança do consumidor nas compras móveis. O próximo requisito, o qual comerciante deve prestar mais atenção, é o comércio por meio de tablets. A rica funcionalidade do tablet substitui a experiência de caça tradicionalmente transacional e a de negociação online numa experiência de loja virtual.

Tablets oferecem uma experiência web mais tátil e, para capitalizar sobre esta oportunidade, comerciantes devem otimizar o conteúdo da web para todas as plataformas e torná-lo acessível em todos os mercados, bem como assegurar sua oferta de web móvel seja uma rica experiência de mídia.
Mais uma vez os mercados podem apoiar esta aplicação, como por exemplo, a Buy TV da Rakuten, nos EUA, e a Rakuten Super TV, no Japão, que fazem críticas de televisão para enriquecer a experiência de compras online, especialmente em dispositivos móveis.

Ser mais sociável
Obter uma segunda opinião antes de realizar uma compra não é nenhuma novidade, mas agora, em vez de ir às compras com um amigo, você pode levar toda sua rede de internet com você. Comerciantes não deveriam subestimar o poder do “fã”, o qual será parte integral da evolução do e-commerce em 2012. Dados divulgados em julho pela Experian Hitwise indicam que um fã no Facebook é igual a 20 visitas adicionais num site de Varejo durante o curso de um ano.

Portanto, marcas estão utilizando cada vez mais ferramentas sociais, não apenas para obter reconhecimento, mas também o desenvolvimento de produtos e serviços ao cliente. A característica do ShopTogether da Rakuten permite que todos os comerciantes capitalizem com o serviço de interação social, deixando usuários do mercado da Rakuten convidarem amigos para ver os produtos e conversar por chat ao vivo, enquanto olham a página do produto.

Tornar-se próximo
A velha máxima “informação é poder” assume um novo impulso em 2012, uma vez que comerciantes buscam capturar o momento de falta de atenção dos experientes internautas que compram informação.
Já se foram os dias em que varejistas controlavam o comportamento do consumidor somente com base nos pontos de fidelização.
Os mercados online de hoje podem adquirir grandes volumes de dados sobre clientes potenciais e existentes somente com base nos hábitos de navegação do usuário. Em 2012, dados cambiais entre marcas e redes de internet nacionais irão começar a fornecer modelos sólidos de negócio para plataformas sociais, bem como oferecer novas visões sobre a psique do consumidor. O que mais importa aos varejistas, no entanto, é a forma como seus times de marketing transformam esse tipo de dados em comunicação relevante e oportuna com os clientes.
A geração web já está cansada do excesso de publicidade para atrair consumidores e, portanto, comerciantes devem saber como aproveitar os dados específicos do usuário para fornecer comunicações personalizadas e relevantes em tempo útil.

Fonte: Alessandro Gil, diretor de marketing da Rakuten Brasil

Também poderá gostar de...

0 Comentários