A Finlândia ocupa o primeiro lugar quando falamos de consumo per capita de café. O Finlandês bebe, em média, 1.450 xícaras de café por ano, seguido de perto pelos Suecos, Belgas, Holandeses e Noruegueses com cerca de 1.100 xícaras por pessoa.

Um terço da população mundial bebe café e isso inclui não apenas o café fresco, mas cada vez mais freqüentemente, o café embalado e pronto para o consumo. As bebidas à base de café e leite “prontas para beber” (do inglês RTD – ready to drink) estão em alta entre os consumidores atuais e garantem um ótimo retorno para os fabricantes, embora ainda representem um pequeno sub setor do mercado total de produtos lácteos. Contudo, “o interesse do consumidor por bebidas prontas para o consumo, bebidas à base de café em embalagens convenientes, está crescendo. Estas bebidas energéticas naturais se adéquam perfeitamente ao estilo de vida moderno, jovem e ativo”, explica Patrizia Wegner, Gerente Global de Mercado do Segmento Láteos Líquidos da SIG Combibloc.

A estória do café remonta a região de Kaffa na Etiópia, onde os pés de café eram cultivados já no século 9. Graças aos comerciantes, durante o século 14 os grãos do café vermelho chegaram à Arábia, onde os primeiros métodos de torrefação foram desenvolvidos para torná-los palatáveis. Mundialmente, predominam duas variedades de café: o grão Arábico, com um sabor suave, e um mais encorpado, o grão Robusta, que pode ser moído e torrado de forma muito intensa, produzindo uma bebida aromática. Graças ao seu alto teor de cafeína, acredita-se que o café tenha efeito estimulante e melhore a concentração.

Os apreciadores de café em todo o mundo tratam a bebida com carinho não apenas pelos seus efeitos revitalizantes, mas também por tratar-se de um alimento de luxo. A cultura do café e os hábitos de consumo variam consideravelmente de região para região. Enquanto nos países Árabes as pessoas preferem a bebida forte e doce, servida em xícaras pequenas, os Holandeses a servem com uma dose de creme; os Russos gostam de café preto adoçado e servido com uma fatia de limão, e os Africanos gostam de acrescentar especiarias.

Café frio é socialmente aceitável

Mas os dias em que o café era tomado apenas como uma bebida quente estão contados. Como o café frappe Grego, o Italiano caffè freddo, o café gelado dos Estados Unidos e o Eiskaffee dos Austríacos e Alemães, o café tornou-se mais socialmente aceitável. Clássicos como o cappuccino, Latte Macchiato e Vienna Blend, que tradicionalmente são tomados quente, começam a ser tomados como bebidas frias. Especialmente em combinação com o leite, as bebidas à base de café frio cresceram muito nos últimos anos. Sua popularidade está levando a um desenvolvimento positivo do mercado de bebidas à base de café prontas para beber vendidas em latas, garrafas e embalagens cartonadas.

Segundo Wegner, “em 2010, cerca de 4 bilhões de litros de bebidas à base de café RTD foram vendidos. Este volume quase se compara às vendas globais de bebidas energéticas convencionais (4,5 bilhões de litros em todo o mundo). Em uma comparação direta, vemos um potencial enorme de crescimento destas bebidas já que o consumidor tende a optar por uma experiência que garante um sabor de luxo, mas que, ao mesmo tempo, venha de um produto natural. Bebidas energéticas à base de café são percebidas pelos consumidores como alternativas mais saudáveis e naturais aos energéticos sintéticos com alto teor de açúcar”. A natureza especial de bebidas à base de café e leite também é reforçada pelos benefícios do leite, como alto teor de cálcio, proteínas e minerais.

Fonte: SIG Combibloc


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