Um relatório feito pela MetLife constatou que o maior receio de executivos multinacionais é a possibilidade de a escassez mundial talentos limitar a atuação das companhias em outros mercados.

Ainda de acordo com o estudo, 40% dos mais de 350 executivos participantes afirmam que têm a intenção de expandir seus negócios para mercados desenvolvidos e emergentes, porém a dificuldade de atrair e reter talentos nos mercados fora da terra natal é muito clara.

Cerca de dois terços (66%) dos entrevistados disseram que a escassez de talento provavelmente afetará seus resultados financeiros nos próximos cinco anos. O foco na escassez de talento e nos desafios de contratação é maior nas áreas de tecnologia, saúde, serviços, farmacêutica e biotecnologia.

Segundo Eduardo Ferraz, consultor em gestão de pessoas, com a estagnação econômica na Europa, Japão e Estados Unidos, “as grandes empresas multinacionais não tem outra opção a não ser investir nos países em desenvolvimento, e a maior limitação é a enorme falta de mão de obra qualificada”.

Ferraz afirma, também, “que no Brasil esta realidade é ainda pior, já que cerca de 70% dos empresários afirmam que não conseguem encontrar mão de obra especializada. Isto acaba sendo uma tremenda oportunidade para os profissionais mais qualificados e, ao mesmo tempo, um desafio para as empresas que precisam reter e motivar seus talentos através de benefícios que vão além da remuneração, como treinamentos de classe internacional, oportunidades de crescimento e desafios compatíveis com a personalidade de cada funcionário”.

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